Por que repetimos os mesmos padrões nos relacionamentos?
- Thaysa da Silveira Fortes
- 20 de mar.
- 2 min de leitura
“Eu sempre me envolvo com o mesmo tipo de pessoa.”
“Eu sei que vai dar errado, mas vou mesmo assim.”
“Eu prometi que não viveria isso de novo… e vivi.”
A repetição nos relacionamentos não é falta de inteligência emocional. Na maioria das vezes, é falta de elaboração psíquica. Tendemos a repetir aquilo que nos é familiar, mesmo quando dói. Porque o conhecido, ainda que sofrido, parece mais seguro do que o desconhecido.
Muitos padrões amorosos se constroem muito cedo, nas primeiras experiências de vínculo. É ali que aprendemos, mesmo sem palavras:
o que é amor
o que é cuidado
o que precisamos fazer para não sermos abandonados

Mais tarde, na vida adulta, essas marcas reaparecem nas relações amorosas. Não porque queremos sofrer, mas porque buscamos, inconscientemente, resolver algo que ficou em aberto.
A repetição é um pedido de cuidado que ainda não encontrou escuta. Por isso, não adianta apenas “mudar o tipo de pessoa” ou criar listas racionais de critérios. Sem elaboração, o padrão muda de forma. mas não de essência.
A terapia oferece um espaço para:
entender de onde vêm essas escolhas
reconhecer o lugar que se ocupa nos vínculos
diferenciar amor de repetição
construir novas formas de se relacionar, menos baseadas na dor
Aquilo que não é elaborado tende a se repetir. Até que possa, finalmente, ser cuidado.
Fontes e referências:
Freud, S. – Recordar, repetir e elaborar
Aline Bei – Coreografia do adeus
Nasio, J.-D. – A dor de amar
Se esse texto fez sentido para você, talvez exista algo aí que merece ser escutado com mais cuidado.
A psicoterapia é um espaço onde aquilo que parece confuso, repetitivo ou difícil de nomear pode, aos poucos, ganhar forma e sentido.
Se você sentir que é o momento, estou disponível para te acompanhar nesse processo.
Thaysa Fortes
Psicóloga Clínica | 12/28440
Escuta clínica orientada pela psicanálise
📩 Agendamentos: 48 991203345


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